Sobre Canalhas jun07

Sobre Canalhas

O dicionário Caldas Aulete define canalha como: “Sujeito que tem mau caráter, vil, desprezível, infame, reles, moral e socialmente desprezível”. Como podemos ver, são adjetivos devastadores! Mas, eu diria que ainda é pouco para definir o caráter dos canalhas brasileiros. “Olhai a vossa volta”! Vejam o que eles estão fazendo com o Brasil! Pergunto: será que os canalhas brasileiros podem ser classificados com esses pobres adjetivos? Será que esses adjetivos são suficientes? Digo que não. Um canalha é bem mais que isso, é mentiroso, safado, sórdido, farsante, depravado, pervertido, cara de pau, além de ladrão, é claro....

Meu Adeus a Belchior maio02

Meu Adeus a Belchior

Se tivesse que comparar Belchior com algum personagem de Shakespeare, precisaria de dois deles: Tímon de Atenas e o Rei Lear. O maior dos compositores cearenses – não se trata de exagero, ele o é, – afastou-se tudo e de todos e foi morar longe da cidade grande, como fizeram Tímon, por dívidas e traído pelos amigos, e o Rei Lear, enlouquecido pela ingratidão filial. Estive com Belchior em um fim de semana inteiro, em julho de 2003, trouxe-o, mediante contrato, a Brasília para fazer um show em comemoração ao aniversário de um amigo. Ele não me pareceu um artista que desse ouvidos a qualquer pessoa. Ficou no camarim bebendo...

Sobre a Ingratidão nov03

Sobre a Ingratidão

Alguém já disse que o homem é o mais ingrato dos animais, e Shakespeare nos diz que “Monstruoso é o homem quando assume a forma da ingratidão”. Ele chama a ingratidão de “Demônio do coração de mármore”. Acho que todos nós concordamos com essas afirmações, até porque “Nenhum homem vai para o túmulo sem levar no corpo a marca de um ponta pé dado por um amigo”. Shakespeare vasculhou e dissecou os muitos segredos e mistérios da alma humana, e a ingratidão está presente em muitas de suas peças, sendo vários os personagens que foram vítimas dessa destruidora de corações, que ele chama de “mordida” que tem o...

Eduardo Cunha, nosso Macbeth maio29

Eduardo Cunha, nosso Macbeth

O deputado Eduardo Cunha é um vilão Shakespeariano. Confesso que há muito tempo não via um sujeito, um político, com características tão nítidas de perverso quanto esse parlamentar que produz calafrios no governo e apavora os homens de bem. A sentença de Shakespeare, em Macbeth “As múltiplas vilanias da natureza enxameavam nele”, aplica-se inteiramente ao atual presidente da Câmara dos Deputados. Tenho observado todos os seus movimentos, e posso garantir que se trata de um homem perigosíssimo, dotado de uma capacidade de fazer o mal realmente impressionante e que precisa ser detido urgentemente. Encontro Eduardo Cunha em...

A Debilidade dos Grandes abr17

A Debilidade dos Grandes

  Não se pode falar de Poder sem falar de Shakespeare. Trata-se de duas palavras indissociáveis. Provo isso, mostrando que ninguém apresentou e deslindou as entranhas do poder com tanta argúcia e acuidade quanto o genial inglês — indo bem além do imprescindível Maquiavel, – tal a enormidade de situações envolvendo questões de poder contidas em suas peças imortais. Seja conquistando, obtendo, mantendo e perdendo-o. Ele põe suas personagens, condes, duques, princesas, reis e rainhas mentindo, roubando,  guerreando, matando, amando, construindo, trabalhando, administrando. Igualzinho aos nossos homens e mulheres nos dias...