Shakespeare e a Natureza dos Homens set01

Shakespeare e a Natureza dos Homens

É Brutus quem pergunta a si mesmo acerca da personalidade do grande Júlio César, o maior de todos os romanos: “O caso está em saber até que ponto possa modificar-lhe a natureza…Para dizer a verdade, nunca soube que as paixões de César dominassem mais que sua razão”. Brutus tem conhecimento que César, Cônsul de Roma, quer tornar-se ditador do grande império! Brutus é membro do Senado, um dos homens mais cultos de Roma, de família nobre e uma espécie de filho de César. Brutus gosta de César, e tem conhecimento que uma conspiração dos senadores planeja matar o grande homem. Assim, rumina sobre o que fazer para que...

Sobre Canalhas jun07

Sobre Canalhas

O dicionário Caldas Aulete define canalha como: “Sujeito que tem mau caráter, vil, desprezível, infame, reles, moral e socialmente desprezível”. Como podemos ver, são adjetivos devastadores! Mas, eu diria que ainda é pouco para definir o caráter dos canalhas brasileiros. “Olhai a vossa volta”! Vejam o que eles estão fazendo com o Brasil! Pergunto: será que os canalhas brasileiros podem ser classificados com esses pobres adjetivos? Será que esses adjetivos são suficientes? Digo que não. Um canalha é bem mais que isso, é mentiroso, safado, sórdido, farsante, depravado, pervertido, cara de pau, além de ladrão, é claro....

Sobre Máscaras nov20

Sobre Máscaras

A pior cara do egoísmo é aquela que se esconde atrás da máscara de uma suposta humildade. Dos sujeitos centrados no próprio umbigo, jeito de santo, seguidores da máxima de Shakespeare, em Júlio César, falando de Cícero: “Não faz nada que seja começado por outros homens”. E ainda pior, querem que todos àqueles que lhe são próximos sejam pautados por seus hábitos e desejos! Fora com eles!

Sobre a Ingratidão nov03

Sobre a Ingratidão

Alguém já disse que o homem é o mais ingrato dos animais, e Shakespeare nos diz que “Monstruoso é o homem quando assume a forma da ingratidão”. Ele chama a ingratidão de “Demônio do coração de mármore”. Acho que todos nós concordamos com essas afirmações, até porque “Nenhum homem vai para o túmulo sem levar no corpo a marca de um ponta pé dado por um amigo”. Shakespeare vasculhou e dissecou os muitos segredos e mistérios da alma humana, e a ingratidão está presente em muitas de suas peças, sendo vários os personagens que foram vítimas dessa destruidora de corações, que ele chama de “mordida” que tem o...

A Debilidade dos Grandes abr17

A Debilidade dos Grandes

  Não se pode falar de Poder sem falar de Shakespeare. Trata-se de duas palavras indissociáveis. Provo isso, mostrando que ninguém apresentou e deslindou as entranhas do poder com tanta argúcia e acuidade quanto o genial inglês — indo bem além do imprescindível Maquiavel, – tal a enormidade de situações envolvendo questões de poder contidas em suas peças imortais. Seja conquistando, obtendo, mantendo e perdendo-o. Ele põe suas personagens, condes, duques, princesas, reis e rainhas mentindo, roubando,  guerreando, matando, amando, construindo, trabalhando, administrando. Igualzinho aos nossos homens e mulheres nos dias...