Eduardo Cunha, nosso Macbeth maio29

Eduardo Cunha, nosso Macbeth

O deputado Eduardo Cunha é um vilão Shakespeariano. Confesso que há muito tempo não via um sujeito, um político, com características tão nítidas de perverso quanto esse parlamentar que produz calafrios no governo e apavora os homens de bem. A sentença de Shakespeare, em Macbeth “As múltiplas vilanias da natureza enxameavam nele”, aplica-se inteiramente ao atual presidente da Câmara dos Deputados. Tenho observado todos os seus movimentos, e posso garantir que se trata de um homem perigosíssimo, dotado de uma capacidade de fazer o mal realmente impressionante e que precisa ser detido urgentemente. Encontro Eduardo Cunha em...

Realidade e Aparência fev07

Realidade e Aparência

Uma das mais belas e impactantes sentenças escritas por Shakespeare – sobre o tema que vou tratar aqui, o bardo tem centenas de passagens tão belas quanto esta – está em uma de suas obras primas, Otelo, O Mouro de Veneza: “Men should be they seem”. “Os homens deveriam ser o que parecem”, em português. A frase composta de monossílabos é de estonteante sonoridade em língua inglesa. Por isso faço questão de citá-la no original. É pronunciada por Otelo, logo após o “honesto” Iago, era assim que Otelo se referia a ele, tê-lo feito matar sua própria esposa, a inocente Desdêmona. Esta máxima encerra um dos grandes...

Sobre Elegância fev03

Sobre Elegância

Quando seu filho Laertes – a cena ocorre em Hamlet – vai viajar para a França, Polônio lhe dá conselhos de como deve se comportar um jovem e sensato cavalheiro: “Pensa antes de falar e pensa antes de agir. Sê familiar, mas nunca vulgar. Os amigos verdadeiros ponha-os à prova, e sujeita-os à tua alma com arcos de aço, mas não calejes a palma de tua mão com apertos a todo sujeito mal saído da casca do ovo. Dá o ouvido a todos, a voz, a poucos. Que tua roupa seja tão custosa quanto teu bolso permitir, mas sem afetação. Elegante, mas não extravagante”. Sábios preceitos! Talvez, se fossem seguidos por parte da humanidade,...

Franceses e Muçulmanos fev02

Franceses e Muçulmanos

“O mundo está torto e cabe a mim endireitá-lo”. Preciso dessa fala de Hamlet para poder suportar a estupidez do mundo, e esse pensamento de Shakespeare me consola. Mas, quando somos informados que apenas oitenta pessoas têm mais dinheiro que 3,4 bilhões de pessoas, metade da população mundial… 2014 se foi e 2015 começou “virado” no outro lado do mundo. Agora que a coisa parece ter esfriado um pouco – muito embora o clima do planeta continue esquentando – me arrisco a falar sobre a questão do atentado na França. Um fato grave, muito grave. As companhias aéreas, principalmente as europeias, proíbem seus...