Saudades de John Lennon out09

Saudades de John Lennon

Quem sabe eu não deveria estar escrevendo sobre as canalhices do mafioso Carlinhos Cachoeira, sobre o ex-vestal Demóstenes Torres, da festa nababesca de 2,5 mil convidados do condenado a trinta e cinco anos de prisão – mas continua solto – Luiz Estevão, da guerra entre os pastores evangélicos e a comunidade gay, do futuro da Venezuela, da bomba nuclear iraniana, do Wikileaks e Bradley Manning, da luta dos estados brasileiros pelos royalties do petróleo, da guerra civil na Síria, da seca no Nordeste e de tantos outros problemas que afligem a humanidade nesse momento! Lembrando que falei do papa no artigo anterior. No entanto, eu...

O Príncipe, O Pequeno Príncipe e os Pokémons ago24

O Príncipe, O Pequeno Príncipe e os Pokémons

Shakespeare sempre me surpreende. Cansado dos caçadores de Pokémon e da nova geração de corcundas autômatos – que caminham teclando e comem com o smartfone dentro do prato (celular é uma palavra pequena demais para esse aparelho) –, resolvi escrever sobre essa nova onda que celebra a burrice. Sei que esses novos hábitos são frutos da ignorância, da falta de leitura – muito embora achem que estão lendo alguma coisa na tela do aparelhinho -, da incapacidade de ouvir, da estupidez cosmética que agride o corpo, do vazio espiritual que tem feito as pessoas se agredirem com ações que as desumanizam. E hoje, qualquer pessoa...

Donald Trump, um louco assusta o mundo mar16

Donald Trump, um louco assusta o mundo

“Uns nascem grandes, alguns adquirem a grandeza e a outros a grandeza vem ao encontro”.  A sentença de Shakespeare,  em Noite de Reis, cabe bem em Donald Trump. Ele, nasceu milionário, com dinheiro para fazer o que bem quisesse. Enveredou pelo mundo imobiliário e virou bilionário, dono de um pedaço de Nova York e empreendimentos espalhados pelos EUA. Daí, resolveu virar celebridade, tornando-se uma figura folclórica, falando bobagens e trocando de mulheres. Depois pulou para o mundo dos chamados “Reality Shows” – espetáculos de televisão em que um bando de pobres coitados fracassados são trancados em uma casa e...

2016, Um Ano Voltado Para Shakespeare mar02

2016, Um Ano Voltado Para Shakespeare

A humanidade se prepara para festejar Shakespeare. Enquanto escrevo esse artigo, uma companhia de teatro inglesa percorre o mundo interpretando Hamlet. A saga começou em 2014, com o objetivo de chegar a todos os recantos do planeta, algo em torno de 210 nações – estiveram inclusive na Somália e em campos de refugiados na Síria – terminando o feito em 23 de abril de 2016, data dos 400 anos de aniversário da morte de Shakespeare. Milhares de eventos estão ocorrendo mundo afora: sejam apresentações de suas peças, filmes, espetáculos, recitais, exposições, lançamentos de sites e blogs; lançamento de selos moedas e muitas...

Sobre a Ingratidão nov03

Sobre a Ingratidão

Alguém já disse que o homem é o mais ingrato dos animais, e Shakespeare nos diz que “Monstruoso é o homem quando assume a forma da ingratidão”. Ele chama a ingratidão de “Demônio do coração de mármore”. Acho que todos nós concordamos com essas afirmações, até porque “Nenhum homem vai para o túmulo sem levar no corpo a marca de um ponta pé dado por um amigo”. Shakespeare vasculhou e dissecou os muitos segredos e mistérios da alma humana, e a ingratidão está presente em muitas de suas peças, sendo vários os personagens que foram vítimas dessa destruidora de corações, que ele chama de “mordida” que tem o...

Um Mundo Confuso out07

Um Mundo Confuso

Agora que passou um pouco a espetaculização do drama vivido pelos refugiados da crise no Oriente Médio – o problema ainda continua –, em particular, dos sírios, atrevo-me a escrever sobre o tema tentando evitar que fique contaminado por sensacionalismo e paixão, para que um fato tão grave e doloroso tenha um tratamento adequado. A foto do garoto Aylan, morto afogado em uma praia na Europa, chocou o mundo e tornou-se o símbolo da luta dessas pessoas que fogem da ação mais estúpida já praticada pelo homem: a guerra. Nunca uma cena me lembrou tanto da sentença de Malcolm, em Macbeth – um tirano sanguinário semelhante a Bashar...

Sobre Soberba e Arrogância ago21

Sobre Soberba e Arrogância

Meus amigos às vezes caçoam de mim porque costumo afirmar que a subjetividade tem um enorme peso na vida dos poderosos – como na vida de todos nós — podendo determinar o êxito ou o fracasso de grandes empreitadas, conforme seja a relação dessa pessoa consigo mesma e com aqueles com quem interage no dia a dia. Para mim, nosso “eu”, nossos afetos interferem fortemente em nossas ações e, principalmente, em nossas reações. Para alguns desses amigos, o que digo não passa de coisa de “poeta”, de idealista, de gente que lê demais – ou seja, de um tolo –, porque, na verdade, tudo é resultado de trabalho puro e simples, e...