Nós Nunca Nos Renderemos

Nós Nunca Nos Renderemos

A Segunda Guerra Mundial durou seis longos anos. Começou em primeiro de setembro de 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia, e terminou em dois de setembro de 1945, quando da rendição incondicional do Japão. A Guerra alcançou os cinco continentes e ceifou a vida de aproximadamente oitenta milhões de pessoas, deixando um rastro de destruição sem precedentes. A guerra foi iniciada pelo povo mais preparado do ponto de vista técnico educacional do mundo: os alemães. Tudo começou quando a Alemanha entregou seu governo a um cabo austríaco com formação primária, que prometeu vingar a derrota deles na Grande Guerra Mundial de 1914/1918. Adolf Hitler era o nome dessa figura satânica que provocou o maior sofrimento e volume de perdas da humanidade em toda a sua história.

Durante esses seis longos anos de luta e enorme sofrimento, um homem, um líder fez a diferença para que o Terceiro Reich alemão, o Império do Mal e sua Nova Ordem não imperasse, destruísse a civilização: Winston Churchill, primeiro ministro inglês. Foi ele quem amalgamou o grupo de nações que enfrentou Alemanha, Itália e Japão e mais de uma dezena de outras nações que se juntaram aos chamados países do Eixo, ou Eixo do Mal!

Aristocrata nascido no palácio de Blenheim, tenente da cavalaria inglesa, Churchill lutou em várias batalhas na África, jornalista, correspondente estrangeiro, escritor, historiador, membro do parlamento durante sessenta anos (de 1900 a 1960), serviu como major na Primeira guerra Mundial, ocupou nove ministérios e foi primeiro-ministro da Inglaterra por dois períodos, ficando 10 anos como chefe de governo. Não bastasse tudo isso pintou 500 quadros, construiu parte de sua casa de campo (Chartwell), escreveu o melhor livro sobre a Guerra, Memórias da Segunda Guerra Mundial – por esse livro ganhou o Prêmio Nobel de Literatura de 1954, viveu 90 anos…

Esqueçam tudo que eu disse sobre Winston Churchill, e vamos nos concentrar nos anos de 1933 e 1945, o período de Hitler no Poder, na Alemanha. Ainda marcada pela tragédia da Primeira Guerra, Inglaterra, EUA e outras nações adotaram uma política de apaziguamento e desarmamento. No entanto, a Alemanha não perdoava a derrota na Primeira Guerra e queria desforra. E Adolf Hitler sabia disso! Ele uniu os alemães em torno de um projeto, e fez isso como se os tivesse hipnotizado. Por intermédio do partido Nazista, a custa de torturas, perseguições, expulsões e assassinatos Hitler assumiu o poder em 30 de janeiro de 1933.  Sendo chamado de Fuhrer (o Guia). Hitler transformou a Alemanha num país de fanáticos assassinos. E começou a armar a nação para a guerra.

Enquanto Hitler rasgava tratados internacionais e perseguia e matava todos os adversários do regime, Winston Churchill percebeu o perigo que Hitler representava, e em seus discursos no parlamento, passou a falar sobre o crescimento do poderio bélico da Alemanha. Chamado de catastrofista, amante da guerra, Churchill foi ignorado pelo seu país e pela França. Como uma Cassandra, Churchill passou sete longos anos alertando a Inglaterra e o mundo sobre o perigo iminente. O primeiro ministro britânico Neville Chamberlain foi à Alemanha e trouxe um documento de paz, o Tratado de Munique, assinado por Hitler. Foi o maior Mico do século XX. Meses depois, Hitler invadiu a Thecoslováquia e em primeiro de setembro de 1939 atacou a Polônia, dando início ao conflito mundial. A Inglaterra acordou do sono e Churchill foi nomeado primeiro-ministro em 10 de maio de 1945.

Hitler odiava Churchill (os dois nunca se encontraram pessoalmente) e fez de tudo para que a Inglaterra não entrasse na Guerra, e fechasse os olhos para o apocalipse – “não mexa conosco que nós não mexemos com vocês” era o recado dele para os britânicos! Não funcionou. Embora Churchill tenha tido que enfrentar parte de seu gabinete – caso de Lord Halifax, que por pouco não foi nomeado primeiro ministro no lugar dele – que defendiam um pacto de não agressão com Hitler.

Após uma difícil reunião em que Churchill conseguiu dobrar os apaziguadores, ele fez, no parlamento, um discurso, transmitido pela BBC de Londres em que disse “Nada vos tenho a oferecer além de Sangue, Suor, Trabalho e Lágrimas… e um mês depois emendou, após a retirada de 345 mil soldados encurralados pelos alemães na costa da França: “Lutaremos nas praias, lutaremos nos terrenos de desembarque, lutaremos nos campos e nas ruas, lutaremos nas colinas… Nós Nunca nos Renderemos! E se, o que eu não acredito nem por um momento, esta ilha, ou uma grande porção dela fosse subjugada e passasse fome, então nosso Império de além-mar, armado e guardado pela Frota Britânica, prosseguiria com a luta, até que, na boa hora de Deus, o Novo Mundo, com toda a sua força e poder, daria um passo em frente para o resgate e libertação do Velho”. E passou a falar diretamente por intermédio da BBC quase todos os dias, com palavras fortes e fantástica oratória, incentivando-os, levantando a moral!

Com sua oratória, Churchill se tornou um inspirador do seu povo. Passou a ir às ruas conversar com as pessoas após as Blitzes, ataques aéreos, que aterrorizavam Londres e toda a Inglaterra! Londres foi bombardeada durante três meses diariamente, muitas vezes com mais de setecentos aviões de uma vez! Mais de quinhentas mil residências foram destruídas, queimadas pelos incêndios. A cidade se tornou uma imensa fogueira. Todas as crianças até dez anos foram retiradas da cidade, separadas de seus pais e foram residir no campo, com famílias desconhecidas. Uma enorme parcela da população da cidade dormia ou vivia nos túneis de metrô durante os bombardeios!

Churchill fez várias viagens de avião pela Europa, EUA, Rússia e África, correndo risco de vida, visitando tropas, reunindo-se com chefes de estado convencendo-os a se unirem ao Império britânico contra Hitler. E sua luta, sua liderança, sua força de vontade inquebrantável foi sendo reconhecida. Umas das suas grandes alegrias ocorreu em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão atacou os EUA, em Pearl Harbor, no Havaí. Ele dançou de alegria, pois sabia que a luta seria grande, mas com os recursos inesgotáveis dos EUA, a vitória seria questão de tempo. Quando Hitler invadiu a Rússia, Churchill anticomunista ferrenho, se aliou a Stálin e chegou a ser criticado por isso. Ao que ele respondeu “Se Hitler invadir o inferno, eu faço um uma referência favorável ao diabo no parlamento”.

E assim, Hitler foi derrotado na Batalha da Inglaterra, quando a força aérea inglesa derrotou a Luftwaffe alemã nos céus do país. Nesse momento a Europa estava de joelhos e a Grã-Bretanha lutava sozinha! Fez isso durante mais de dois anos. No extremo oriente o Japão cometia atrocidades que superavam a crueldade alemã. Mussolini, na Itália, ia pegando os restos que os Alemães deixavam. Mas Churchill permaneceu firme e União Soviética, com seu povo e Estados Unidos com seus homens e muito dinheiro garantiram a vitória. Hitler suicidou em 30 de abril de 1945. Em oito de maio Churchill fez o “V” da Vitória para a multidão na sacada do palácio de Buckhingham. Churchill morreu em novembro de 1965, idolatrado como um Deus vivo, porque o mundo todo sabia que a humanidade tinha uma dívida enorme para com ele!

Trago Churchill de volta, contei sua história, porque no momento em que a humanidade atravessa um dos seus momentos mais difíceis, com o apocalipse batendo à nossa porta, precisamos de um líder inspirador e combativo que possa nos conduzir à vitória contra esse inimigo cruel, um Hitler invisível. Até agora esse líder não apareceu. Pelo contrário, o atual Premiê britânico, Boris Johnson, errou violentamente e por muito pouco a peste não o matou; nos EUA, Donald Trump alterna momentos de lucidez com outros de completa irresponsabilidade; a alemã Ângela Merkel está indo muito bem, mas sua liderança se restringe ao seu país… No caso do Brasil, temos um Presidente que podemos chamar de lunático, irresponsável, perverso, criminoso mesmo, movido pelo ódio, que tem feito o contrário de tudo que diz a ciência e o bom senso, e todos os dias comete atos agressivos e destrutivos que estão levando o povo brasileiro à morte!

“A ignorância é a maldição de Deus; o conhecimento é a Asa que voamos para o Céu” por isso que “A Loucura dos grandes deve ser vigiada” é o que diz Shakespeare em suas peças imortais! Portanto, mergulhemos em nossas orações, na fé, e que Deus nos livre desses líderes desvairados e que um novo Churchill surja e diga “… Se todos cumprirem seus deveres… se nada for negligenciado…Deveremos nos provar capazes de superar a tempestade…Nós nunca nos renderemos!…”. E, fiquemos em Casa!

SOBRE ÍDOLOS E IDIOTAS

Francis Bacon, o pai da ciência moderna, foi chamado pelos estudiosos de “O último dos antigos, e o primeiro dos modernos”! Seu livro “Novum Organum”, ou Novo Instrumento, assentou as bases da ciência no início do século XVII. Foi Bacon quem nos legou o método indutivo de investigação científica.

Ficou pouco de sua filosofia, mas o que sobrou é genial. Trata-se de uma acurada e perfeita análise de uma faceta do comportamento humano. Sua tese responde integralmente a uma pergunta que fazemos a nós mesmos todos dias. A pergunta é a seguinte: como que pessoas de culturas diversas, sejam iletradas ou de alto nível educacional, podem emitir opiniões, defender causas absurdas e ilógicas que são contrárias aos fatos, ciência, opinião de especialistas, enfim, da Razão, chocando-nos! Por que essas pessoas se recusam a aceitar a verdade!? Como que alguém nos dias de hoje pode defender ou elogiar Adolf Hitler, Stalin ou afirmar que a terra é plana e que o homem não foi à lua!?

Pois muito bem, Bacon tem a resposta: trata-se da Teoria dos Ídolos. Segundo Bacon, os ídolos são noções falsas que se alojam no intelecto humano e obstruem o acesso à verdade. Bacon emprega a palavra ídolo porque esta remete à ideia de um falso Deus ou de um Ídolo. A palavra idola, tanto em grego quanto em latim, significa imagem. Assim, o enfeitiçamento dos homens perante a divindade é semelhante ao que ocorre com os seres que estão presos às suas vontades, interpretações, ideias e preconceitos.

Dos quatro gêneros de Ídolo que ele descreveu, o que nos interessa é o Ídolo da Caverna. Os personagens da famosa Alegoria da Caverna, de Platão.  Trata-se daquele sujeito que se esconde em uma espécie de caverna ou uma cova, que intercepta e modifica a luz da natureza. Isso por causa da educação que recebeu ou de conversação com os outros, seja pela leitura de livros ou pela autoridade daqueles que respeitam e admiram. Dessa forma, os ídolos da Caverna, comportam-se assim por hábitos cultivados, pela educação que recebeu ou pelas pessoas com quem conviveu. Isso não é genial? Portanto, acostumem-se com esse tipo de idiota da caverna, já que nos deparamos com eles todos os dias, seja na família, no trabalho, em conversas sobre futebol, nos bares e restaurantes, na Universidade… Para esses sujeitos, nada do que dissermos ou falarmos mudará sua opinião. Ele são pautados ou contaminados pelo seu grupo de convivência.

 

A humanidade passa por um dos momentos mais difíceis de sua existência. Estamos sendo aterrorizados e destruídos por uma Epidemia de Peste avassaladora, semelhante às muitas que ocorreram no passado. E a ciência, com todo seu poder de combate, ainda não conseguiu debelá-la! Por isso que eu trouxe a teoria dos ídolos! Porque vejo que estamos cercados de Idiotas e Idólatras, de indivíduos, que nessas horas dificílimas, de completo terror, se negam a aceitar a voz da Ciência e mesmo da Religião, da Fé, de conselhos de cientistas, médicos, autoridades sanitárias, padres, pastores, o Papa… Se recusando a aceitar a voz da razão! Vejam as Redes sociais, a quantidade de estupidez que encontramos ali! Como que alguém se recusa a cumprir distanciamento, isolamento, num momento desses!?

Estamos cercados de idiotas e idólatras por todos os lados, no mundo real e virtual, em que eles vivem criando e replicando notas estúpidas, como se estivessem presos em uma caverna e não vissem o que ocorre do lado de fora. Sei que estamos num momento em que precisamos de união, de oração, de comunhão em nome da sobrevivência da humanidade. Mas é impossível aceitar esses comportamentos destrutivos, perversos e assassinos.

Veja o que Shakespeare pensa sobre um idiota: “Esse sujeito tem tantos miolos quanto eu tenho no meu cotovelo”. Pois “Usa o espírito no ventre, e o ventre na cabeça”. Já que “Tem tanto cérebro quanto cera nos ouvidos”.

É isso! Fora com os Idiotas! Orai e Vigiai! E vamos ficar em casa!