Os 73 Anos do fim da Segunda Guerra Mundial

Terça-feira, dia 8 de maio de 2018, a humanidade festeja o fim da Segunda Guerra Mundial — o conflito ainda iria até 14 de agosto no oriente, com os aliados lutando contra o Japão ­— com a rendição incondicional da Alemanha. Durante seis longos anos, mais de cem milhões de soldados combateram num conflito que envolveu os cinco continentes. No final, mais de sessenta milhões de pessoas estavam mortas – não há consenso sobre o número real, que pode chegar a oitenta milhões. Entre os mortos, vinte e sete milhões eram soviéticos. Quem mais sofreu foi a Polônia, que perdeu 15% de sua população. Europa e Ásia estavam devastadas, e dezenas de milhões de pessoas vagavam pelas estradas sem terem para onde ir.

Em 1871, os estados alemães, herdeiros das tribos germânicas que derrotaram o império romano em 476 D.C, finalmente se juntaram, sob o comando de Oto Von Bismarck, chanceler da Prússia e, depois de humilharem a França – vingaram-se de Napoleão que fizera o mesmo com eles sessenta anos antes –, na guerra franco-prussiana, criaram uma nação denominada Alemanha. Extremamente organizados,  os alemães trabalharam sob o lema “ferro e sangue”,  montaram os maiores e melhores exércitos e resolveram dominar o mundo, pois esse era “o destino da Alemanha”.

Terra de filósofos, cientistas, músicos e juristas, considerados os melhores do mundo, os alemães, em 1914, estavam tão ricos e equipados quanto o império britânico, fonte de inveja da Alemanha. Assim, seu imperador Guilherme II, um homem recalcado (tinha um braço paralisado), invejoso, brutal, resolveu encarnar o espírito alemão, cometendo toda sorte de asneiras diplomáticas, criando conflitos com os outros impérios, Russo, Britânico, Turco-Otomano e o Austro-Húngaro. E com estes dois últimos se aliou, e em vista de um mundo cansado, velho, em que a humanidade flertava com a estupidez, uma guerra foi deflagrada em agosto de 1914, transformando-se na Primeira Guerra Mundial, que deixou um rastro de destruição na Europa, e levou a Alemanha à desgraça, deixando-a de joelhos… e gerou um filho: Adolf Hitler.

Em poucos anos, a Alemanha estava de pé de novo. Seu povo organizado e trabalhador, com o mais alto nível técnico-educacional do mundo – a Alemanha ganhou a maioria dos prêmios Nobel do começo do século – estava preparada para se vingar das “humilhações” do Tratado de Versalhes, que reduzira seu tamanho e a obrigara a pagar pesadas indenizações, penalizando seu povo durante vários anos. Foi quando Hitler, um cabo desempregado de trinta anos de idade, que não estudou, pintor fracassado, que dormia em albergues e bancos de praça, que ficara cego por um ano durante a guerra, montou um partido, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, apelidado de Partido Nazista, hipnotizou o país e prometeu devolver a honra da Alemanha.

“O inferno está vazio e todos os demônios estão aqui”, diz Shakespeare em sua peça A Tempestade. Frase alguma poderia descrever melhor o que aconteceu com o povo alemão  – com poucas exceções – nos anos que vão de 1933 a 1945. Nasceu ali a máquina mais brutal e assassina da história. Os alemães, denominando-se “arianos”, a “raça superior”, transformaram-se em demônios e resolveram aniquilar a humanidade.

Em primeiro de setembro de 1939, Adolf Hitler mandou invadir a Polônia, e em três semanas, reduziu-a a pó. Em julho de 1940, a Europa estava quase toda dominada e escravizada, a França derrotada novamente e Paris virou um prostíbulo alemão. Hitler fez aliança com Japão e Itália para dividir o mundo entre eles. Somente uma nação europeia resistia, a Grã-Bretanha, de Winston Churchill, o homem que disse não a Hitler e Mussolini, e lutou sozinho com os dois demônios por dois longos anos.

No oriente, o Japão fazia misérias, cometendo atrocidades inimagináveis no Pacífico Sul: na China, Coréia, Indonésia, Filipinas e ilhas adjacentes. Na Alemanha, Hitler escravizara doze milhões de europeus, mandara matar os judeus, homossexuais, deficientes, testemunhas de jeová, ciganos, negros e minorias, denominados por ele de “escória da humanidade”. Milhares de campos da morte foram montados em toda a Europa. Em algum momento de 1942, parecia que o mundo seria governado por satanás!

Como arrogância e estupidez são cegas, o Japão resolveu atacar os Estados Unidos da América, e a Alemanha atacou a União Soviética, duas nações incomparavelmente maiores e mais populosas do que elas. Foi o começo do fim! A coragem da Inglaterra, a riqueza da América e os soldados da U.R.S.S colocaram Japão e Alemanha em seu devido lugar. No final, Hitler deu um tiro na cabeça, Mussolini morreu como um porco (pendurado num gancho) e os japoneses conheceram o inferno. A paz voltou, a ONU nasceu, surgiu uma nova ordem, e veio a guerra fria. Mas isso já é outra história!