A  Seleção Brasileira do STF jun29

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A Seleção Brasileira do STF

Alguém disse que ninguém sabe o nome dos onze jogadores da Seleção Brasileira de Futebol, mas que todo mundo sabe o nome dos onze juízes do Supremo Tribunal Federal. Verdade! Foi-se o tempo em que as novelas da Rede Globo, os filmes americanos e os jogos de futebol eram as principais atrações da televisão brasileira! Hoje, eles têm um forte concorrente: os julgamentos do STF, que ocorrem quase todos os dias. Três horas da tarde está todo mundo ligado, mergulhado na Internet, para assistir a mais um “jogo” do  STF X Sociedade. As pessoas não estão mais querendo saber somente de diversão: historinhas de amor, beijo na boca, fofoca de vizinho, a centésima tatuagem do Neymar, Odete Roitman! Elas querem ver o real, ações que que vão afetar diretamente suas vidas tão difíceis. Elas querem ver o que os onze jogadores do time do STF vão decidir em seus duelos verbais, ininteligíveis para a maioria delas.  Querem saber se a vida vai melhorar nesse país de ladrões em que o dinheiro delas é surrupiado. Daí, que os julgamentos do STF se tornaram um espetáculo como futebol e novela. O amor pela Seleção já não é mais o mesmo depois da “chibatada” de 7 x1 da Alemanha. Hoje, parte dos brasileiros enxergam os ministros do STF como jogadores de futebol.

 

Todo mundo conhece os onze atletas do Supremo e sabem mais ou menos como eles se comportam em campo! Assim, cada ministro corresponde a um jogador! Observamos que o mais amado pela torcida é o veterano Celso de Mello, visto como o craque do time.  Tem nome de goleador e, mesmo que, aqui acolá, faça firula, é o melhor jogador da equipe. É um dos poucos que a torcida pede autógrafos. Já o jogador mais famoso, e bastante talentoso, é Gilmar (mesmo nome do saudoso goleiro) Mendes, uma espécie de Luiz Fabiano. É catimbeiro, desagregador, briga com os colegas, é “fominha”, e faz o jogo do adversário, revoltando a torcida. Gilmar é ponta-direita, só joga por esse lado, raramente faz uma incursão pela esquerda. E faz tabelinha com seus companheiros Toffoli e Lewandowsky (não confundir com o Lewandowsky, jogador da Alemanha). Gilmar é o tipo de jogador que faz gol contra e ainda dá banana pra torcida. Briga dentro e fora de campo. Está se lixando para os torcedores e comentaristas. É detestado por todos. Só encontra apoio no time adversário. Virou um problema pra equipe!

 

O segundo mais conhecido é Marco Aurélio, se acha o “rei da cocada preta”, vaidosíssimo, parece o Neymar no início da carreira. Joga pra plateia, faz uma jogada e olha para as arquibancadas. O resultado da partida não tem qualquer importância para ele. O que importa são seus dribles. Ninguém o entende. Temos um “polonês” no time, Lewandowsky, um “pé de chumbo”, jogador fraco, totalmente apagado em campo. Nunca fez um gol sequer. E temos, como não poderia deixar de ser, todo time tem um, “perna de pau”: Tofolli.  Perdido em campo, não sabe se joga pela direita ou pela esquerda, como se não soubesse o que está fazendo ali, só joga quando Gilmar lhe passa a bola. E como Gilmar não está nem aí pra sua equipe e pra torcida….  Tofolli é jogador de time da segunda divisão. É o pior jogador da Seleção do STF. A torcida e a crônica esportiva já pediram sua cabeça. Aí vem Luiz Fux, que joga no meio de campo, carioca, pinta de Oscar, está sempre por ali, joga com regularidade, mas parece ainda não ter conquistado plenamente a torcida. Mas tem feito belos gols. Roberto Barroso está firme no time, demonstra bastante conhecimento em campo, é uma espécie de Nilton Santos, a enciclopédia do futebol, é muito admirado pela torcida. Joga no ataque e é goleador. Tem o Edson Fachin, fechadão, se firmando no escrete, é “ladrão de bolas”, faz jogadas difíceis, e é excelente driblador. Como o time é misto, a capitã é uma mulher, Carmen Lúcia, discreta, firme na sua posição, praticamente joga no gol, é a goleira, tem feito belas defesas, mesmo nessa fase difícil do campeonato. Tem o respeito da torcida. Já Rosa Weber, atua na defesa, e de vez em quando vai para o ataque, sobe e faz gols. É uma jogadora “na dela”. E, por último, o novato, o carequinha, com cara de jogador da Rússia, Alexandre de Morais. Até agora só fez um gol. Deu algumas bolas difíceis e ainda não recebeu aplausos da torcida. É uma incógnita no time. Mas pode surpreender.

 

O que o povo brasileiro espera da equipe do STF é que ela ofereça vitórias em suas partidas memoráveis, trazendo alegrias para a sociedade tão sofrida. Somente uma firme atuação em cada evento esportivo, “suando a camisa” com honra, dando suor e sangue será possível vencer a corrupção, hoje uma metástase na administração pública do Brasil. Não exigimos uma Seleção de 70, uma de 1992 já será suficiente. É isso aí!