Os Monstros de Suzano mar14

Os Monstros de Suzano

Ricardo III, Edmundo, Iago e Lady Macbeth são as figuras mais frias e perversas criadas por Shakespeare. Esses quatro personagens já tiveram seus comportamentos vasculhados à exaustão pelos estudiosos, principalmente psicólogos, com o objetivo entender suas mentes criminosas. Todos os quatro apresentam motivações, de certa maneira, diferentes, para cometerem seus crimes. Muito embora a ambição e a inveja parecem ser os maiores motivadores em todos os casos. Iago, o mais maquiavélico e inteligente de todos, é movido por vingança. Iago faz o infeliz Othelo matar a própria esposa, porque este adiou sua promoção a tenente. Ele...

Ocidente Decadente mar08

Ocidente Decadente

Se você ainda não pintou os dentes, colocou silicone nos seios, nádegas ou pernas, pôs botox no rosto, piercing em algum lugar do corpo, ou fez tatuagem, então você precisa se reciclar, você está fora de moda, e no dizer – inocente – do rei Roberto Carlos, nos anos 60, “você está ficando démodé”! Pois saiba que a estupidez cosmética tomou conta da sociedade. O deserto de ideias, a falta de amor e união, a força da tecnologia, o desespero inconsciente que tomou conta do ocidente, estão obrigando as pessoas a modificarem seus corpos para cobrir sua nudez existencial.   Isso é exposto nas Redes Sociais, a praga dos...

Todo o poder da música fev05

Todo o poder da música

“Verbis defectis musica incipit”: “A Música nos leva aonde as palavras não podem”. Encontrei esse ditado latino em uma comédia americana, daquelas bem bobas mesmo, que sequer consigo lembrar o nome. Confesso que essa sentença provocou em mim um profundo impacto, levando-me a uma torrente de reflexões que jorram já a alguns dias e não me deixam parar de pensar nela. Não sei exatamente de quando é o ditado, nem quem é o autor, mas o certo é que se trata de uma sentença seminal, de extrema sabedoria, que diz tudo sobre o poder avassalador que a música exerce sobre a existência humana.  Quando se diz que a “Música nos...

João de Deus e os Gurus Pervertidos dez11

João de Deus e os Gurus Pervertidos

As denúncias de assédio sexual e estupro contra João Teixeira de Faria, o famoso médium João de Deus ou “John of God”, como o chamam seus fãs do exterior, deu-me a oportunidade de escrever sobre um tema que há muito tempo martelava minha cabeça: o dos “gurus espirituais”,  “os iluminados”, “ curandeiros”, esses impostores, envolvidos em estelionato, roubo, crimes sexuais, assassinatos, ou seja, pilantras, criminosos escondidos atrás da máscara de “espíritos elevados”, que “se comunicam com os céus”, e que, por isso, “têm o dom da cura”. A maioria deles, como veremos aqui, usam a Índia e o Tibet e a...

Representai bem o papel de homem nov16

Representai bem o papel de homem

Não há nada mais frustrante, deprimente, desolador e vergonhoso do que a inação, a indolência, a preguiça, esses poderosos combustíveis geradores de pobreza e mediocridade. Quando os cristãos puseram a Preguiça entre os Sete Pecados Capitais ao lado da Luxúria, Ira, Gula, Soberba, Inveja e Avareza, eles sabiam o que estavam fazendo. Ao convivermos, enfrentamos ambientes em que o desleixo, a indolência, a ociosidade e, principalmente, a indiferença predominam – dão o “tom da música” –, sentimo-nos pequenos, fracos, desolados, despidos e entristecidos diante da ausência do espírito que deveria impregnar todo ser humano:...

Cem anos do Fim da Primeira Guerra Mundial nov11

Cem anos do Fim da Primeira Guerra Mundial

(Os Apóstolos da Paz) Em agosto de 1898, o Czar da Rússia, Nicolau II, surpreendeu o mundo ao propor uma conferência de desarmamento entre as grandes potências. Imediatamente um exército de pacifistas apresentou-se e começou a trabalhar pela paz. Os guerreiros mais aguerridos foram a baronesa Von Suttner e o respeitado jornalista William T. Stead. A Europa vivia a chamada Belle Époque, um período de paz e prosperidade, que começou em 1871 e que duraria até 1914. Havia uma crença na virada do século XIX de que a humanidade chegara ao ápice de suas realizações e que tudo de bom e útil já fora inventado. Afinal, tínhamos...

Shakespeare e a Natureza dos Homens set01

Shakespeare e a Natureza dos Homens

É Brutus quem pergunta a si mesmo acerca da personalidade do grande Júlio César, o maior de todos os romanos: “O caso está em saber até que ponto possa modificar-lhe a natureza…Para dizer a verdade, nunca soube que as paixões de César dominassem mais que sua razão”. Brutus tem conhecimento que César, Cônsul de Roma, quer tornar-se ditador do grande império! Brutus é membro do Senado, um dos homens mais cultos de Roma, de família nobre e uma espécie de filho de César. Brutus gosta de César, e tem conhecimento que uma conspiração dos senadores planeja matar o grande homem. Assim, rumina sobre o que fazer para que...