Um País Desgovernado

Um Brasil desgovernado

Vejam a precisão desta sentença: “A intemperança sem limites é, pela sua própria natureza, uma tirania; foi causa da queda de tronos prósperos e da vida de muitos reis”. Preciso como sempre, Shakespeare manda um recado, em 1604, para o Presidente da República Federativa do Brasil, Jair Bolsonaro.  Destemperado e sem limites, é como tem se comportado o Presidente do Brasil, que dirige o país “dando coices” em tudo e em todos e o tempo todo. Seja no Congresso, entidades de direitos humanos, ambientalistas, professores, intelectuais, imprensa, na sociedade em geral e mais fortemente no STF, a quem ele declarou guerra, usando a tática do “Morde assopra”. O país vive um clima de tensão permanente, e Bolsonaro tornou-se nosso pior pesadelo nesse momento de profunda dor e sofrimento.

Bolsonaro foi eleito pelo poder do algoritmo, pelo mundo virtual com seus robôs e fake news, pelos hackers, os pistoleiros modernos e pela turma da Caverna, a saber: ingênuos, fanáticos e ignorantes. O Presidente é um homem despreparado e tirânico, considerado pela imprensa internacional e analistas em geral como o pior líder na condução da crise do Coronavírus no mundo. Seu “amigo” Donald Trump afirmou que “Teríamos dois milhões de mortos se tivéssemos seguido o exemplo da Brasil”, na condução da administração da Epidemia. Portanto, não é exagero dizer que o país está enfrentando duas tragédias simultâneas – a peste do Cornonavírus e Jair Bolsonaro.

O Presidente dissemina caos e confusão todos os dias, quando anda em Cafés, praças, abraça crianças, faz discursos na porta do Palácio do Planalto, comparece a reuniões sem usar máscara e chama o Coronavírus de “gripezinha”, enquanto mais de trinta e oito mil brasileiros já morreram. Ele não soma, só divide o país! Não bastasse isso, apoia, financia e arma um grupo de fanáticos que pregam o fechamento do Congresso e do STF. Afirmo, sem exagero, que muitas das ações dos fanáticos, apoiadas e incentivadas pelo presidente, são semelhantes às realizadas pelos fascistas e nazistas no início dos anos vinte e trinta, na Europa. Bolsonaro está flertando com a ditadura, e temos que tomar muito cuidado com isso. Seu governo já tem mais militares do que o governo do General Figueiredo.

Bolsonaro não respeita, e sequer sabe o que é liturgia do cargo. Comporta-se como um prefeitinho louco de cidade do interior. Por isso, não dá para chamar sua administração de outra coisa, que não seja desgoverno. “Gabinete do Ódio”  – é assim que é chamado seu governo. Um governo tomado por ministros que mimetizam e reproduzem tudo de ruim que ele diz e faz. E mais, seus terríveis filhos são uma legião de doentes, de cães raivosos que destilam e disseminam ódio “a torto e à direita”. E esse povo ainda tem um guru, Olavo de Carvalho, um astrólogo fascista assumido que se diz filósofo!

Gostaria de falar sobre fé e esperança nesse momento terrível, mas infelizmente tenho que escrever sobre o governo, porque sei que a condução do país está nas mãos de um temerário que, com suas ações, está provocando mais dor, sofrimento e morte ao povo brasileiro. O país está sem ministro da saúde. Vejam suas últimas ações: negar e maquiar as estatísticas dos doentes e mortos pela Peste; ameaçar sair da OMS e aliar-se ao Centrão, o que há de mais nefasto na política brasileira. Que coisa horrível, isso!

Mas temos saída, Bolsonaro com seu ódio e intolerância está conseguindo unificar o Brasil que defende e luta pela democracia. Por fim, concluo pondo na boca desse carniceiro essas palavras de Shakespeare: “As virtudes que tanto esplendor dão aos reis: a justiça, a verdade, a temperança, a constância, a bondade, a perseverança, a misericórdia, a clemência, a piedade, a paciência, o valor, a fortaleza, em mim, não existem o menor traço”. E lembrando a ele que o “Destempero sem limites foi a causa da queda e da morte de muitos reis”. Fica o recado. E fiquemos em casa!

Sobre a Peste e o egoísmo

Há quem diga, e não são poucos, que a epidemia vai deixar a humanidade mais solidária, mais “humana”, mais generosa, depois que a Peste passar. Adoraria que isso fosse verdade, mas, infelizmente, não estou vendo essa possibilidade, até porque não estou vendo muita solidariedade agora. Pelo contrário, mesmo que pessoas estejam morrendo como moscas, administradores públicos em conluio com empresários e políticos continuam saqueando os cofres públicos. A cúpula da Secretaria de Saúde do Rio e vários homens de negócios acabaram de ser presos por comprar máscaras e respiradores superfaturados por quase um bilhão de reais! Isso não é roubo, é assassinato! Roubar dinheiro de respiradores, nesse momento, é cometer assassínio.

E casos semelhantes estão se sucedendo Brasil afora. Os perversos estão roubando nas sombras, aproveitando o mundo virtual porque é aparentemente mais fácil do que no mundo presencial! Se administradores públicos e empresários, mancomunados com políticos, estão agindo assim, no ápice da tragédia, como mudarão seu comportamento criminoso no futuro?  A escuridão é o melhor ambiente para os ladrões. E esse ambiente voltou. Ficou mais difícil enxergar os assaltos virtuais nesses tempos sombrios! O ministro do meio ambiente disse que a pandemia é oportunidade para “passar de boiada”. Vejam de onde vem o exemplo.

É lamentável que as pessoas não tenham um mínimo de sensibilidade com o sofrimento alheio! Para esses “Monstros do coração de mármore” a pobreza é fruto de preguiça, incompetência, desleixo… Como se não vivêssemos num país injusto, desigual. São esses egoístas que ajudaram a criar essa situação de desigualdade no Brasil! Não dão nada aos pobres alegando que “O que é meu, é meu. Foi construído com o fruto do meu suor, quem quiser que trabalhe”.  É assim que esses monstros insensíveis, enclausurados, fechados no egoísmo se expressam. E não se trata de uma minoria, mas sim de uma parcela gigantesca da sociedade brasileira!

E tem a turma dos omissos, os indiferentes, aquele povo que não fala com ninguém, que não quer ser visto, vive na sombra, se escondendo pelos cantos. Um bando de  covardes incrustado na classe média mesmo, a indiferença não é privilégio dos ricos. Somos cercados por gente que “Não dá esmola a um cego”. Maquiavel diz que “Os homens são “ingratos, volúveis, dissimulados, tementes do perigo e ambiciosos”. Sim, mas achamos que num momento de exceção, de terrível sofrimento, esses comportamentos pudessem arrefecer. Pelo contrário, houve um recrudescimento. As pessoas continuam blefando, mentindo, conspirando, traindo, roubando, fazendo o mal…

Sim, temos muitos exemplos de gente fazendo caridade. Cantores fazendo os famosos Lives arrecadando donativos, instituições fazendo doação de cestas básicas, empresas privadas, ONGs,  Sindicatos de Servidores Públicos e bancos fazendo generosas doações… Mas é ainda é pouco! Estamos longe do comportamento de boa parte do mundo, onde vemos exemplos de generosidade, de caridade entre seus cidadãos. Precisamos doar mais! Filantropia é algo que não existe no Brasil! O brasileiro não é solidário. Falta-lhe senso de comunidade. Vejam que não estou falando dos fanáticos, negacionistas e perversos que trabalham contra o Lockdown e empestam às ruas e redes com o vírus do ódio! Também não falei da cachorrada exposta no infame vídeo da reunião presidencial, que envergonha o Brasil!

Shakespeare diz que “A teia de nossa vida é tecida, ao mesmo tempo, com o bem e o mal. Nossas virtudes seriam orgulhosas se não fossem flageladas pelas nossas faltas; e nossos vícios nos levariam à exasperação se não fossem compensados por nossas virtudes”. Infelizmente, nesse momento, as faltas e os vícios estão imperando sobre a virtude, e o Bem está sendo flagelando pelo Mal! Gostaria de ser mais otimista, mas, infelizmente, como já disse, não tenho razão para isso. A realidade fala mais alto. Embora as coisas sempre possam mudar!

Afirmo que o Egoísmo, nesse momento, mata mais do que a Peste em si, e que o número de pessoas empestadas pelo Egoísmo é infinitamente maior do que os infectados por Covid-19! Duvidam? “Olhai à vossa volta”, e digam se estou errado! E fiquemos em casa!

 

 

Regina Duarte, A Deusa Vencida

 

Na peça Muito Barulho por Nada, Shakespeare diz que “Uns nascem grandes; alguns adquirem a grandeza e a outros a grandeza vem ao encontro”. O príncipe Charles, da Inglaterra, já nasceu grande, não precisou fazer quase nada para ser quem é; Bill Gates, o homem mais rico do mundo, adquiriu a grandeza como empresário, fabricando softwares; já a atriz brasileira Regina Duarte, se enquadra na terceira assertiva: a grandeza veio ao encontro, já que não precisou fazer muito para ser a atriz mais amada do Brasil, por mais de cinquenta anos!

Regina Duarte é uma mulher abençoada por Deus, daquelas raras pessoas que nascem com carisma, predestinadas ao sucesso, a ser estrela. Regina não estudou muito a arte da interpretação, para chegar ao estrelato. Quando digo que não precisou fazer muito é porque ela é daquelas pessoas cheias de encanto pessoal, que brilham sem fazer muito esforço. Com suas dezenas de novelas e papéis memoráveis, Regina transformou-se no rosto mais conhecido da TV brasileira, desde 1968, como superstar da Rede Globo de Televisão, e suas novelas que dominam a TV brasileira.

Protagonista de papéis românticos, cômicos, como viúva Porcina, Simone (em Selva de Pedra), Malu (na série Malu Mulher), Clô Hayalla (segundo ela, seu maior papel), dona de um sorriso cativante, belo e acolhedor – ela parece estar sempre sorrindo –, ar maternal. Regina encarna a amiga, a irmã que queríamos ter, ou a nora que muitos pais desejam para seus filhos. Não foi à toa que ela recebeu o apelido, o título de Namoradinha do Brasil. Por que isso? Simplesmente porque o Brasil inteiro namora, ama a cativante Regina Duarte!

Com 73 anos de idade, Regina tem a aparência de uma mulher de 55 anos, no máximo, é “inteiraça” para usar um termo popular. Regina é mãe, avó, amada pelos brasileiros, grande atriz, enfim uma “mulher realizada”, que chegou à velhice coberta de glórias, e também de dinheiro, fruto dos seus 55 anos de carreira, recebendo altíssimos salários, até mesmo sem trabalhar! Perguntamos: “O que diabos essa mulher pode querer mais”?

Pois muito bem, não é que essa mulher encantadora, poderosa, idolatrada pelo povo, já caminhando para a cena final, não resolveu se “meter com o poder”, assumir o posto de Secretaria de Cultura, ministra, na verdade, do pior governo da história do Brasil!? Como isso é possível? Como que “alguém realizado”, que cumpriu sua missão, que interpretou tantos papéis, vai se meter com política, a mais difícil, incompreendida, perversa e suja das atividades humanas?! Exatamente na hora de descansar! E Regina nunca foi uma atriz de dar opiniões, ou fazer o tipo intelectual! Muita gente acha que foi ser ministra por busca por Poder. Tenho certeza que não foi!

Não foi preciso assistir a desastrada e horrorosa entrevista que Regina deu a Rede CNN – embora o entrevistador e os apresentadores fossem muito ruins – nos últimos dias, para que eu fizesse meu juízo. Eu já sabia que seria aquilo mesmo!

“Freud Explica”, quem não lembra dessa sentença usada à exaustão por quase um século! Pois muito bem, Regina Duarte é filha de um cearense oficial do exército brasileiro. Ou seja, a mesma ocupação de Jair Bolsonaro, o perverso que agora ocupa a presidência da República. Regina Duarte disse várias vezes que Bolsonaro lembra muito o seu pai. Daí, concluo e repito, Regina Duarte sofre de Complexo de Electra! Não encontro outra explicação para Regina Duarte sujar de sangue sua biografia! Perguntem aos psicanalistas!

Shakespeare diz em O Mercador de Veneza que “as mais brilhantes aparências podem encobrir vulgaridades”. Infelizmente, é isso que Regina Duarte é, e me dói muito dizer isso, uma mulher pobre de valores, insensível, de pouca inteligência, vulgar, e que não superou seu Complexo de Édipo! A atriz Regina Duarte é grande, nobre quando se transforma em Porcina, Malu, Simone… Mas é pequena e pobre quando é ela mesma, a mulher Regina Duarte! Ela representa a sentença de Iago, em Otelo “Eu não sou o que sou”. É curioso que o primeiro papel de Regina Duarte na televisão ocorreu em 1965, na novela A Deusa Vencida, na TV Excelsior. Pois não é que Regina resolveu terminar seus dias representando novamente esse mesmo papel! É isso, Regina Duarte  é a Deusa Vencida! Que tragédia!

Nós Nunca Nos Renderemos

Nós Nunca Nos Renderemos

A Segunda Guerra Mundial durou seis longos anos. Começou em primeiro de setembro de 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia, e terminou em dois de setembro de 1945, quando da rendição incondicional do Japão. A Guerra alcançou os cinco continentes e ceifou a vida de aproximadamente oitenta milhões de pessoas, deixando um rastro de destruição sem precedentes. A guerra foi iniciada pelo povo mais preparado do ponto de vista técnico educacional do mundo: os alemães. Tudo começou quando a Alemanha entregou seu governo a um cabo austríaco com formação primária, que prometeu vingar a derrota deles na Grande Guerra Mundial de 1914/1918. Adolf Hitler era o nome dessa figura satânica que provocou o maior sofrimento e volume de perdas da humanidade em toda a sua história.

Durante esses seis longos anos de luta e enorme sofrimento, um homem, um líder fez a diferença para que o Terceiro Reich alemão, o Império do Mal e sua Nova Ordem não imperasse, destruísse a civilização: Winston Churchill, primeiro ministro inglês. Foi ele quem amalgamou o grupo de nações que enfrentou Alemanha, Itália e Japão e mais de uma dezena de outras nações que se juntaram aos chamados países do Eixo, ou Eixo do Mal!

Aristocrata nascido no palácio de Blenheim, tenente da cavalaria inglesa, Churchill lutou em várias batalhas na África, jornalista, correspondente estrangeiro, escritor, historiador, membro do parlamento durante sessenta anos (de 1900 a 1960), serviu como major na Primeira guerra Mundial, ocupou nove ministérios e foi primeiro-ministro da Inglaterra por dois períodos, ficando 10 anos como chefe de governo. Não bastasse tudo isso pintou 500 quadros, construiu parte de sua casa de campo (Chartwell), escreveu o melhor livro sobre a Guerra, Memórias da Segunda Guerra Mundial – por esse livro ganhou o Prêmio Nobel de Literatura de 1954, viveu 90 anos…

Esqueçam tudo que eu disse sobre Winston Churchill, e vamos nos concentrar nos anos de 1933 e 1945, o período de Hitler no Poder, na Alemanha. Ainda marcada pela tragédia da Primeira Guerra, Inglaterra, EUA e outras nações adotaram uma política de apaziguamento e desarmamento. No entanto, a Alemanha não perdoava a derrota na Primeira Guerra e queria desforra. E Adolf Hitler sabia disso! Ele uniu os alemães em torno de um projeto, e fez isso como se os tivesse hipnotizado. Por intermédio do partido Nazista, a custa de torturas, perseguições, expulsões e assassinatos Hitler assumiu o poder em 30 de janeiro de 1933.  Sendo chamado de Fuhrer (o Guia). Hitler transformou a Alemanha num país de fanáticos assassinos. E começou a armar a nação para a guerra.

Enquanto Hitler rasgava tratados internacionais e perseguia e matava todos os adversários do regime, Winston Churchill percebeu o perigo que Hitler representava, e em seus discursos no parlamento, passou a falar sobre o crescimento do poderio bélico da Alemanha. Chamado de catastrofista, amante da guerra, Churchill foi ignorado pelo seu país e pela França. Como uma Cassandra, Churchill passou sete longos anos alertando a Inglaterra e o mundo sobre o perigo iminente. O primeiro ministro britânico Neville Chamberlain foi à Alemanha e trouxe um documento de paz, o Tratado de Munique, assinado por Hitler. Foi o maior Mico do século XX. Meses depois, Hitler invadiu a Thecoslováquia e em primeiro de setembro de 1939 atacou a Polônia, dando início ao conflito mundial. A Inglaterra acordou do sono e Churchill foi nomeado primeiro-ministro em 10 de maio de 1945.

Hitler odiava Churchill (os dois nunca se encontraram pessoalmente) e fez de tudo para que a Inglaterra não entrasse na Guerra, e fechasse os olhos para o apocalipse – “não mexa conosco que nós não mexemos com vocês” era o recado dele para os britânicos! Não funcionou. Embora Churchill tenha tido que enfrentar parte de seu gabinete – caso de Lord Halifax, que por pouco não foi nomeado primeiro ministro no lugar dele – que defendiam um pacto de não agressão com Hitler.

Após uma difícil reunião em que Churchill conseguiu dobrar os apaziguadores, ele fez, no parlamento, um discurso, transmitido pela BBC de Londres em que disse “Nada vos tenho a oferecer além de Sangue, Suor, Trabalho e Lágrimas… e um mês depois emendou, após a retirada de 345 mil soldados encurralados pelos alemães na costa da França: “Lutaremos nas praias, lutaremos nos terrenos de desembarque, lutaremos nos campos e nas ruas, lutaremos nas colinas… Nós Nunca nos Renderemos! E se, o que eu não acredito nem por um momento, esta ilha, ou uma grande porção dela fosse subjugada e passasse fome, então nosso Império de além-mar, armado e guardado pela Frota Britânica, prosseguiria com a luta, até que, na boa hora de Deus, o Novo Mundo, com toda a sua força e poder, daria um passo em frente para o resgate e libertação do Velho”. E passou a falar diretamente por intermédio da BBC quase todos os dias, com palavras fortes e fantástica oratória, incentivando-os, levantando a moral!

Com sua oratória, Churchill se tornou um inspirador do seu povo. Passou a ir às ruas conversar com as pessoas após as Blitzes, ataques aéreos, que aterrorizavam Londres e toda a Inglaterra! Londres foi bombardeada durante três meses diariamente, muitas vezes com mais de setecentos aviões de uma vez! Mais de quinhentas mil residências foram destruídas, queimadas pelos incêndios. A cidade se tornou uma imensa fogueira. Todas as crianças até dez anos foram retiradas da cidade, separadas de seus pais e foram residir no campo, com famílias desconhecidas. Uma enorme parcela da população da cidade dormia ou vivia nos túneis de metrô durante os bombardeios!

Churchill fez várias viagens de avião pela Europa, EUA, Rússia e África, correndo risco de vida, visitando tropas, reunindo-se com chefes de estado convencendo-os a se unirem ao Império britânico contra Hitler. E sua luta, sua liderança, sua força de vontade inquebrantável foi sendo reconhecida. Umas das suas grandes alegrias ocorreu em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão atacou os EUA, em Pearl Harbor, no Havaí. Ele dançou de alegria, pois sabia que a luta seria grande, mas com os recursos inesgotáveis dos EUA, a vitória seria questão de tempo. Quando Hitler invadiu a Rússia, Churchill anticomunista ferrenho, se aliou a Stálin e chegou a ser criticado por isso. Ao que ele respondeu “Se Hitler invadir o inferno, eu faço um uma referência favorável ao diabo no parlamento”.

E assim, Hitler foi derrotado na Batalha da Inglaterra, quando a força aérea inglesa derrotou a Luftwaffe alemã nos céus do país. Nesse momento a Europa estava de joelhos e a Grã-Bretanha lutava sozinha! Fez isso durante mais de dois anos. No extremo oriente o Japão cometia atrocidades que superavam a crueldade alemã. Mussolini, na Itália, ia pegando os restos que os Alemães deixavam. Mas Churchill permaneceu firme e União Soviética, com seu povo e Estados Unidos com seus homens e muito dinheiro garantiram a vitória. Hitler suicidou em 30 de abril de 1945. Em oito de maio Churchill fez o “V” da Vitória para a multidão na sacada do palácio de Buckhingham. Churchill morreu em novembro de 1965, idolatrado como um Deus vivo, porque o mundo todo sabia que a humanidade tinha uma dívida enorme para com ele!

Trago Churchill de volta, contei sua história, porque no momento em que a humanidade atravessa um dos seus momentos mais difíceis, com o apocalipse batendo à nossa porta, precisamos de um líder inspirador e combativo que possa nos conduzir à vitória contra esse inimigo cruel, um Hitler invisível. Até agora esse líder não apareceu. Pelo contrário, o atual Premiê britânico, Boris Johnson, errou violentamente e por muito pouco a peste não o matou; nos EUA, Donald Trump alterna momentos de lucidez com outros de completa irresponsabilidade; a alemã Ângela Merkel está indo muito bem, mas sua liderança se restringe ao seu país… No caso do Brasil, temos um Presidente que podemos chamar de lunático, irresponsável, perverso, criminoso mesmo, movido pelo ódio, que tem feito o contrário de tudo que diz a ciência e o bom senso, e todos os dias comete atos agressivos e destrutivos que estão levando o povo brasileiro à morte!

“A ignorância é a maldição de Deus; o conhecimento é a Asa que voamos para o Céu” por isso que “A Loucura dos grandes deve ser vigiada” é o que diz Shakespeare em suas peças imortais! Portanto, mergulhemos em nossas orações, na fé, e que Deus nos livre desses líderes desvairados e que um novo Churchill surja e diga “… Se todos cumprirem seus deveres… se nada for negligenciado…Deveremos nos provar capazes de superar a tempestade…Nós nunca nos renderemos!…”. E, fiquemos em Casa!

SOBRE ÍDOLOS E IDIOTAS

Francis Bacon, o pai da ciência moderna, foi chamado pelos estudiosos de “O último dos antigos, e o primeiro dos modernos”! Seu livro “Novum Organum”, ou Novo Instrumento, assentou as bases da ciência no início do século XVII. Foi Bacon quem nos legou o método indutivo de investigação científica.

Ficou pouco de sua filosofia, mas o que sobrou é genial. Trata-se de uma acurada e perfeita análise de uma faceta do comportamento humano. Sua tese responde integralmente a uma pergunta que fazemos a nós mesmos todos dias. A pergunta é a seguinte: como que pessoas de culturas diversas, sejam iletradas ou de alto nível educacional, podem emitir opiniões, defender causas absurdas e ilógicas que são contrárias aos fatos, ciência, opinião de especialistas, enfim, da Razão, chocando-nos! Por que essas pessoas se recusam a aceitar a verdade!? Como que alguém nos dias de hoje pode defender ou elogiar Adolf Hitler, Stalin ou afirmar que a terra é plana e que o homem não foi à lua!?

Pois muito bem, Bacon tem a resposta: trata-se da Teoria dos Ídolos. Segundo Bacon, os ídolos são noções falsas que se alojam no intelecto humano e obstruem o acesso à verdade. Bacon emprega a palavra ídolo porque esta remete à ideia de um falso Deus ou de um Ídolo. A palavra idola, tanto em grego quanto em latim, significa imagem. Assim, o enfeitiçamento dos homens perante a divindade é semelhante ao que ocorre com os seres que estão presos às suas vontades, interpretações, ideias e preconceitos.

Dos quatro gêneros de Ídolo que ele descreveu, o que nos interessa é o Ídolo da Caverna. Os personagens da famosa Alegoria da Caverna, de Platão.  Trata-se daquele sujeito que se esconde em uma espécie de caverna ou uma cova, que intercepta e modifica a luz da natureza. Isso por causa da educação que recebeu ou de conversação com os outros, seja pela leitura de livros ou pela autoridade daqueles que respeitam e admiram. Dessa forma, os ídolos da Caverna, comportam-se assim por hábitos cultivados, pela educação que recebeu ou pelas pessoas com quem conviveu. Isso não é genial? Portanto, acostumem-se com esse tipo de idiota da caverna, já que nos deparamos com eles todos os dias, seja na família, no trabalho, em conversas sobre futebol, nos bares e restaurantes, na Universidade… Para esses sujeitos, nada do que dissermos ou falarmos mudará sua opinião. Ele são pautados ou contaminados pelo seu grupo de convivência.

 

A humanidade passa por um dos momentos mais difíceis de sua existência. Estamos sendo aterrorizados e destruídos por uma Epidemia de Peste avassaladora, semelhante às muitas que ocorreram no passado. E a ciência, com todo seu poder de combate, ainda não conseguiu debelá-la! Por isso que eu trouxe a teoria dos ídolos! Porque vejo que estamos cercados de Idiotas e Idólatras, de indivíduos, que nessas horas dificílimas, de completo terror, se negam a aceitar a voz da Ciência e mesmo da Religião, da Fé, de conselhos de cientistas, médicos, autoridades sanitárias, padres, pastores, o Papa… Se recusando a aceitar a voz da razão! Vejam as Redes sociais, a quantidade de estupidez que encontramos ali! Como que alguém se recusa a cumprir distanciamento, isolamento, num momento desses!?

Estamos cercados de idiotas e idólatras por todos os lados, no mundo real e virtual, em que eles vivem criando e replicando notas estúpidas, como se estivessem presos em uma caverna e não vissem o que ocorre do lado de fora. Sei que estamos num momento em que precisamos de união, de oração, de comunhão em nome da sobrevivência da humanidade. Mas é impossível aceitar esses comportamentos destrutivos, perversos e assassinos.

Veja o que Shakespeare pensa sobre um idiota: “Esse sujeito tem tantos miolos quanto eu tenho no meu cotovelo”. Pois “Usa o espírito no ventre, e o ventre na cabeça”. Já que “Tem tanto cérebro quanto cera nos ouvidos”.

É isso! Fora com os Idiotas! Orai e Vigiai! E vamos ficar em casa!

Os Imbecis Singulares

“Diabos, eu vou morrer, meus pais, filhos e amigos vão morrer? Como é que isso pode estar acontecendo?”. Como é que eu não previ isso?”. Devem ser essas as perguntas que estão fazendo agora os “homens que estão vencendo a morte”, os adeptos da Singularidade, os algoristas, os donos da verdade, reis da inteligência artificial, os pop stars do mundo virtual! Eles não deveriam estranhar, até porque eles já estão acostumados a destruir, matar pessoas manipulando números na Esgotosfera, comportando-se como deuses, muito embora eles detestem essa palavra que remete a fé!

O que estará pensando agora Ray Kurzweil, autor do livro A Medicina da Imortalidade, o profeta futurista autodenominado ‘transumanista’, imbecil respeitadíssimo, que toma duzentos comprimidos de suplementos alimentares por dia, pois tem como “meta de viver para sempre (ele tem 72 anos), já que em 2029 o homem atingirá a singularidade” isto é, terá se fundido com uma máquina. Ou seja, o homem deixará de ser humano, vai virar super-herói da Marvel. A tese desse idiota digital, escritor, cheio de títulos acadêmicos, e PhD. pelo prestigioso MIT, não é de todo estúpida, pois todo tolo que tem um smartphone, sabe que nós estamos próximos demais das máquinas, já que elas “advinham” nossos pensamentos.

O que eu quero mostrar é que esse mentecapto, que se diz vidente científico, em momento algum, em seus livros, palestras, lives pensou ou cogitou, o mínimo que fosse, sobre a tragédia que estamos enfrentando. Nem ele nem seus estúpidos adeptos de laboratório! Pergunto, cientistas que estão no topo da escala da comunidade científica não conseguem visualizar a aproximação de uma tragédia que a ciência tem o dever de evitar? Não estou dizendo que eles têm obrigação de prever, mas sequer se trabalhou com a probabilidade de isso vir a acontecer?! Sabem por que eles não sabem? Não sabem porque se acham onipotentes! Não sabem porque à maioria desses sujeitos não tem um pingo de espiritualidade, cultura humanística, ou de sensibilidade artística. São frios como lâminas de barbear, e não conseguem enxergar o ser humano como um ser transcendente, um produto racional único do Universo e, porque não dizer, um filho de Deus!?

Não estou criticando a ciência, os cientistas seriíssimos – a humanidade talvez já tivesse sido extinta não fosse a ciência – e dedicados, que trabalham para oferecer o melhor para a humanidade. Estou criticando os espertalhões, os superstars do mundo algorítmico que manipulam a verdade, escrevendo mentiras em Best sellers, Blogs, fazendo palestras, lives e ganhando muito, muito dinheiro distorcendo a verdade. Já não basta o que eles fazem manipulando eleições mundo afora elegendo autocratas! Fora com esses canalhas!  A hora da verdade chegou para eles e seus seguidores, tão doentios quanto fanáticos religiosos que eles desprezam e chamam de escória. Essa turma do Algoritmo é tão fanática quanto os idiotas que se ajoelham para falsos pastores.

Pergunto, se esses sujeitos conhecem o célebre discurso de Charles Chaplin no filme o Grande Ditador, de 1942, quando a humanidade enfrentava um flagelo semelhante ao de agora: a Segunda Guerra Mundial, o demônio Adolf Hitler, o Coronavírus daqueles anos.  “Não sois máquinas, homens é que sois” é o que diz Chaplin, o humanista múltiplo que fez a humanidade rir por três gerações! É assustador que parte dessa turma viva enfurnada na Caverna, aquela caverna do mito de Platão, e não enxerguem um palmo diante do nariz, quando deveria ser o contrário, já que são cientistas! Estão hipnotizados pelo gigantesco poder transformador da tecnologia, em busca da imortalidade, e esqueceram que são humanos, mortais, falíveis e nada os fará imortais! Quando Shakespeare nos chamou, pela boca de Hamlet, de “Quintessência do pó”, ele estava ecoando a Bíblia, que diz que “Tu és pó, e ao pó voltarás”. E mais, só se tornam imortais aqueles que criam, a única forma de viver cem, quinhentos, mil anos! Como Platão, Michelangelo, Leonardo da Vinci, Newton, Mozart… Portanto, tremam agora, encarem o medo do sofrimento e da morte, pois saibam que jamais seremos máquinas! Homens é o que somos! E vão para o inferno!

 

A Peste, a Razão e o Cristianismo

 

Talvez agora, a humanidade virtual, tecnológica, algorítmica, globalizada, o Império da Razão, assolada por uma peste, que podemos chamar de medieval, possa entender por que o Cristianismo  consolou o ocidente e quase todo o mundo por quase dezoito séculos, até ser negado e combatido violentamente pelo Iluminismo. O Século das Luzes – a Revolução Francesa – desenterrou os corpos de todos os reis franceses do Santuário de Saint-Denys, e os profanaram, jogando-os num fosso, e dissolvendo-os com cal. Feito isso, passaram a matar o povo e depois mataram-se a si mesmos! Começava a Era da Razão! Isso mesmo, a Era da Razão! Em seguida, Auguste Conte criou o Positivismo, decretando o fim da fé e das religiões. Uma bobagem! O efeito foi efêmero, não durou, muito embora tenha tido efeito na jovem República do Brasil, ao ponto de nossos dirigentes colocarem em nossa bandeira o slogan Ordem e Progresso, o lema dos positivistas.

A Ciência é a responsável pelas grandes transformações iniciadas na Inglaterra, no início do século XVII, com o Novum Organum de Francis Bacon, e da descoberta da circulação do sangue por William Harvey! Para comprovar a revolução que a ciência fez na humanidade, basta dizer que ela quase triplicou a longevidade dos homens. O que a Anestesia, a Penicilina e a Pílula anticoncepcional fizeram pela humanidade é maravilhoso! Depois vem a tecnologia, com seus telefones, carros, aviões, geladeiras, televisão cinema e etc, etc. Não preciso sequer falar da Revolução Industrial! Aí fomos à lua; vieram os computadores; a inteligência artificial… Não que a Primeira Grande Guerra, a Gripe Espanhola e a Segunda Guerra Mundial não tenham provocado um hiato, muita dor, sofrimento, milhões de mortes e uma devastação quase sem precedentes! O mundo quase sucumbe.

O livro mais vendido no mundo em 2019, best seller, detesto esse anglicismo, foi Sapiens, do “gênio” judeu Yuval Harari, que decretou que o ser humano finalmente tinha chegado à imortalidade. Foi festejado, incensado e idolatrado por ninguém menos que Barack Obama, Mark Zuckerberg e Bill Gates e uma gigantesca legião de idiotas! O parlamento brasileiro pagou-lhe uma fortuna para fazer uma palestra no Brasil. Pensem num imbecil! O livro de Harari foi um sinal de alerta para mim de que a humanidade estava correndo perigo. Só não sabia dizer de onde viria o tal perigo. Bem, agora já sabemos – A Peste do Coronavírus, prima da Peste Negra que devastou o mundo no século XIV, e continuou a fazer misérias séculos adentro. “Entenderam turma do Algoritmo”?

Viralizar é o verbo mais utilizado pelas pessoas no mundo real e virtual. O verbo da medicina, sinônimo de disseminar, espalhar rapidamente como vírus, foi escolhido pelos hackers e algoristas como o ideal para atestar a rapidez do mundo virtual, a multiplicação de mensagens e vídeos na Internet! Pois não é que surgiu um vírus real, assassino que virou nosso mundo de cabeça para baixo! Haveria alguma coincidência nisso tudo ­– Vírus virtual e Vírus real? Digam, não é engraçado? Uma grande coincidência, isso! Vamos discutir ao longo do tempo! Deixo a reflexão!

Bem, veio à Peste Negra, Gripe Espanhola, Gengis Khan, Hitler, ou seja, monstros invisíveis e monstros humanos! Lembro que Shakespeare enfrentou um surto de peste que devastou Londres, obrigando a fechar os teatros, uma das poucas diversões fechadas daquela época. Shakespeare aproveitou para escrever Rei Lear, Macbeth e os 154 Sonetos. E ele nos deixou essas palavras, em Macbeth, a praga humana que devastava a Escócia “Não há longa noite que não encontre o dia”. É isso, a luz virá! Deixemos a ciência trabalhar! Nada de viralizar, vamos orar!

A Praga dos Anos Vinte – Democracia Acuada

A Democracia enlouqueceu! Os Anos Vinte – do século vinte – os anos entre as duas guerras mundiais, parecem estar de volta! Estou falando da desgraça que se abateu sobre as nações no fim da segunda década do século passado: o nascimento, proliferação e consolidação do autoritarismo, das ditaduras, o chamado Fascismo. A era de Benito Mussolini, Josef Stalin e Adolf Hitler, três figuras sinistras que fizeram escola no mundo naquele período. Pois muito bem, essa Era – estou falando da fase de iniciação, anos vinte – está de volta e, pior, disfarçada, mascarada. É o que está me parecendo! E, coincidentemente agora no início dos anos vinte, do século vinte e um, em 2020. Vejam que número emblemático: 2020! É como se fosse um ciclo! E a História se repete em ciclos! Será que estou exagerando?

Senão, vejamos – “Olhemos a nossa volta”. Quando eu digo que ela é mascarada, é porque quase não temos mais ditaduras declaradas – a sinistra Coréia do Norte é quase uma exceção – como tínhamos dez, vinte, trinta anos atrás. Os abusos agora são dentro das democracias, de dirigentes truculentos, autoritários eleitos pelo voto, supostamente sem fraudes. Digo supostamente porque, com o poder dos Terroristas Virtuais, invasores de softwares, não dá mais para acreditar em completa lisura em eleições, mesmo numa democracia como a dos EUA. Lá se discute ainda hoje a eleição do empresário de cassinos – os americanos dizem que ele não  passa de um “vendedor de carros usados” – Donald Trump e sua relação com a Rússia e seus Hackers – Hacker é um eufemismo em inglês para ladrão ou terrorista!

Digo que a tecnologia deu um golpe na democracia! Quando olhamos o que está acontecendo com a Inglaterra, a nação que criou o Parlamento sete séculos atrás, com essa discussão interminável, quase suicida, do chamado Brexit, ou “sai ou não sai” da União Europeia, achamos que estamos diante de “um bando de loucos” e não da nação da Magna Carta! A riquíssima e pequena Bélgica está a um ano sem governo, isso mesmo, acreditem, um ano sem governo! Os três idiomas, ou três divisões da Nação não conseguem se unir. Quem está “segurando a barra” é a monarquia. A França está mergulhada em greves, depredações, incêndios. Bombardeada pelos chamados Coletes Amarelos e os Sindicatos! Paris sequer conseguiu comemorar o Natal. A Espanha mergulhada na eterna briga separatista entre Bascos e Catalães. A Hungria tornou-se uma nação sombria, em que todo mundo é vigiado. Não há mais liberdade de pensamento. A Turquia está perseguindo e matando qualquer cidadão que se oponha ao governo. É quase uma ditadura sem disfarces. A nossa América Latina entrou em convulsão. A Venezuela mergulhada na fome e no caos. A Bolívia perdeu seu presidente que teve de fugir do país. O Chile com o povo nas ruas protestando e tocando fogo em tudo. A Argentina, embora isso não seja nenhuma novidade, ela vive mergulhada em confusões, enfrenta uma crise econômica devastadora. No Oriente médio, Irã e Iraque estão praticamente em estado de guerra com os EUA, a tensão é permanente e se acirra a cada dia que passa! Os EUA, embora com a economia “bombando”, é governada por um louco, mentiroso e manipulador, que teve seu Impeachment aprovado na Câmara dos Deputados. Um desgaste brutal. Embora saibamos que será revertido no Senado, de maioria republicana, ou seja, do seu partido. Trump é um déspota que dividiu a América! A lista é longa. Paremos por aqui! Mas aí, bom, aí vem o Brasil, pobre Brasil! O país do futuro, que nunca chega!

As novas mídias, redes sociais, algoritmo, inteligência artificial, tecnologia digital e tal e tal elegeram um presidente do Brasil completamente despreparado, que agride a tudo e a todos. Sua equipe é composta em parte por lunáticos que, no afã de manter o emprego, mimetizam tudo que ele diz e faz. Um deles teve o desplante de pedir a volta do AI-5, ou seja,  da Ditadura! E, para piorar, seus filhos “surfaram na onda digital”, na esteira do pai, e foram eleitos com carradas de votos para o Senado e Câmara Federal, mas estão enrolados até o pescoço com esquemas de “Rachadinha” familiar e outros crimes. Resultado, o Presidente tornou-se refém dos filhos. Muitas das suas ações e decisões são tomadas com o fim de protegê-los! O preço que a nação está pagando é altíssimo! O STF sabe o que estou dizendo!

As novas tecnologias destruíram a imprensa tradicional. Rádios, jornais e televisão vivem uma crise brutal. Os jornais impressos se arrastam a duras penas. Os anunciantes migraram para o Facebook, You Tube, Google e outros. Se o jornal O Estado de São Paulo, o glorioso Estadão, tinha antes um caderno de Classificados da espessura de um dicionário, hoje está restrito a seis ou oito páginas. A poderosa Editora Abril, do grupo Civita, que editava dezenas de revistas, que formaram várias gerações, foi vendida pela quantia simbólica de cem mil reais. Isso mesmo, cem mil reais. O quase centenário grupo Diários Associados, de Assis Chateaubriand, que tinha dezenas de jornais, emissoras de rádio, que vinha capengando, já há muito tempo, hoje está quase extinto. O Correio Brasiliense é uma mera sombra do que foi. E assim vai! As deliciosas e gostosas Bancas de Revistas, ponto obrigatório de leitura de jornais e revistas até recentemente, hoje quase não existem mais! Viraram mercearias: vendem cervejas, ovos, sorvete, refrigerantes…

À primeira vista, dá para pensar que sou inimigo do progresso, da tecnologia, da informática, do mundo digital, da inteligência artificial, do futuro! Longe disso! O que quero é alertar as pessoas para as armadilhas por trás de tudo isso! Vejam bem, toda essa mudança provocada pela tecnologia de forma rápida, meteórica e que atingiu quase o mundo todo, teve um impacto violento sobre a sociedade, o Estado e seus governos! Simplesmente, não dá para se antecipar ou acompanhar mudanças tão rápidas. O processo eleitoral foi afetado no mundo todo – já se discute o voto impresso. Pessoas que nunca tiveram participação política – vide o caso mais grave o de Donald Trump, nos EUA – foram de repente catapultadas para governos e parlamentos. Dos vinte e sete governadores eleitos no Brasil, em 2018, nove deles são estreantes. Unidades importantíssimas como Brasília, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram ocupadas por novatos na política. No parlamento, Senado, Câmara Federal e Assembleias, foi ainda pior. Aqui, em Brasília, onde moro, um deputado federal foi eleito morando em Miami, nos EUA e uma deputada federal ninguém sabe de onde veio. Tudo isso produto do mundo virtual, do algoritmo e suas Redes.

George Orwell, o atormentado escritor inglês, autor de 1984 e a Revolução dos Bichos, e o quase cego Aldous Huxley, de Admirável Mundo Novo, previram um mundo assim, controlador, vigilante, autoritário, aterrador, parecido com este que estamos vivendo. Mas Orwell e Huxley escreveram esses livros nos anos trinta e quarenta, durante a catástrofe da Segunda Guerra Mundial. Eles previram isso para o pós-guerra, talvez trinta, quarenta anos depois, daí o titulo de Orwell, 1984. O que estamos vendo é que a desgraça demorou um pouquinho mais para chegar. Quem ler 1984 e Admirável Mundo Novo (essa sentença é de Shakespeare) vai ficar chocado que o que esses homens disseram é uma realidade no ano de 2020!

Na verdade, não sabemos para onde estamos indo! Nunca o domínio da tecnologia foi tão grande, nunca se esquadrinhou o planeta e o homem de forma tão aguda e intensa e, o que temos é uma quase obscuridade sobre tudo. O homem não consegue controlar as forças da tecnologia e ruma para o desconhecido. A mentira, que tem se trabalhado para evitar, mapeando, investigando e vigiando tudo, tem um efeito contrário: quanto mais se vigia e se controla o homem, mais a situação foge do controle. Mesmo a ínfima minoria que controla quase tudo, é levada de roldão pela mentira. Digo que vivemos a era da Mentira, do Horror! Nulidades cosméticas travestidas de sábios são catapultadas por poderosos manipuladores da mídia ao trono dos formadores de opinião – a mediocridade reina. Hoje, todo imbecil opina sobre tudo, quando, na verdade, mal sabe ler ou escrever! Esses coitados são manipulados como marionetes, por um instante no palco, e depois serão relegados a uma caixa de esquecimento, que é o fim de toda marionete. São atores da sentença de Shakespeare, em Macbeth “…Um pobre ator que se pavoneia um instante no palco, e nunca mais se houve falar dele”. Como lutar contra tudo isso?

Será que o ocidente está degringolando? A decadência do ocidente de que falava Oswald Spengler, no início do século XX, chegou? Afinal. China, Coréia, e o Japão já há muito tempo “estão de boa”, dando show em todas as áreas! Estão cada vez mais ricos, sofisticados, e não estão passando pelos mesmo problemas do ocidente! Muito embora, a riquíssima Hong Kong, outrora uma província inglesa, que ajudou imensamente no processo de desenvolvimento da China continental – os empresários chineses de Hong Kong levaram dinheiro e know how para lá, investindo maciçamente em todas as áreas – seja um calo no pé do gigante, com manifestações de protesto quase diárias! Sem esquecer o Tibete!

Enfrentamos uma época que requer uma profunda reflexão e ação! Tem gente que acha que todo esse caos é um parto para o surgimento de um mundo melhor. Eu não sei! Meu campo é a literatura, e a arte existe para nos consolar! Sofro com tudo isso – como sofrem todos os homens de bem –, às vezes tenho vontade de ser lenhador ou coisa parecida, ou ir morar no “meio do mato” como fez Tímon de Atenas. Tímon é personagem da peça homônima do autor que me consola, William Shakespeare. Sem Shakespeare eu não sei se não seria um homem desesperado! Quando vejo Donald Trump, Jair Bolsonaro e alguns dos ministros do supremo tribunal federal – assim mesmo em minúsculas – tenho vontade de chorar, vomitar, ou sei lá o quê! Dá náusea! A revolta grita fundo!

Lembro que Tímon, amargurado com a ingratidão, a canalhice, com a desonestidade de Atenas, a amaldiçoa, e a abandona dizendo: “Nada levarei de ti, cidade detestável, a não ser a nudez! Tímon vai embora para os bosques, onde encontrará no animal maior ternura do que no gênero humano…”.

Perdão, mas é o que tenho a dizer!

 

Faroeste Virtual

O termo, em língua inglesa, “Far West”, que significa extremo oeste, oeste distante, virou a palavra Faroeste, em português! E Faroeste, ou Western, virou um gênero cinematográfico, produto de Hollywood, e um dos estilos mais poderosos do cinema americano – para muitos críticos, trata-se do “cinema americano por excelência”. Estilo que povoou nossa infância, nossas vidas, com milhares de filmes e séries, na televisão e no cinema, estrelados por John Wayne, Clint Eastwood, Burt Lancaster, Henry Fonda e os italianos do Western Spaghetti: Giulianno Gemma, Terence Hill e muitos e muitos outros!

Os filmes de faroeste, ou filmes de Cowboy, contam a vida e a epopeia do povo americano em sua marcha para o oeste bravio no século XIX, em busca de novas terras para viver. Uma terra inóspita, selvagem, violenta povoada por indígenas e animais ferozes. O povoamento fora incentivado pelo governo federal, que doara uma quantidade de acres de terra para os novos colonos!

O processo de colonização foi violento, brutal, pois a chegada dos brancos mexia com os indígenas, que não aceitavam a ocupação. Batalhas diárias eram travadas, terminando com a dizimação de dezenas de tribos. As ferrovias estavam nascendo e rasgaram o país de norte a sul, leste a oeste. Foram construídas fazendas, pequenos povoados e cidades. E com as cidades, surgiram os vilões, criminosos, assaltantes, bandidos armados com rifles e revólveres Colt – que assaltavam diligências, trens, casas, bancos, bares! Os duelos eram comuns, roubava-se e matava-se à vontade. Quase todo mundo andava armado. Mesmo assim, atirar pelas costas era considerado um crime bárbaro, covarde e os perpetradores eram linchados e, se julgados, eram enforcados em árvores, em praça pública, na presença de multidão que aplaudia, como se fosse um espetáculo. Era o mundo de Wild Bill Hickok, Billy The Kid, Jesse James, Pat Garret etc..

Trago de volta a violenta história do velho oeste americano porque ela está se repetindo – “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa” disse o “velho Karl” – no mundo, cento e vinte anos depois: digo que estamos vivendo a era dos Pistoleiros Virtuais, ou Pistoleiros Digitais, dos homicidas que perpetram assassinatos “na nuvem”: o assassinato de reputações, por intermédio da mentira e da calúnia, algo que sempre aconteceu na humanidade, mas não com a força e a quantidade de hoje! Se antes tirava-se a vida, feria-se e matava-se com facas e revólveres, agora se mata a reputação das pessoas pelas costas, usando mouses e teclados, a milhares de quilômetros de distância. Se antes atacava-se na imprensa, jornais, TV, Rádios, agora é nas Redes, ou sabe-se lá de onde! Tanto que a imprensa tradicional está falida, “quebrada”.  Ou seja, agride-se de forma anônima, sem que se possa identificar o criminoso, a forma mais covarde e odienta possível. Já que é dificílimo identificar os “assassinos”, ou hackers, como esses canalhas são conhecidos. E é engraçado que eles têm o mesmo comportamento dos pistoleiros do Velho Oeste americano: disputam violentamente quem é o melhor, o mais eficiente, da mesma forma que os pistoleiros do passado disputavam quem sacava mais rápido e tinha melhor pontaria. Outra coisa, tanto os pistoleiros digitais quanto os do velho oeste agiam por dinheiro: eram contratados e bem pagos, por um poderoso! Como disse Marx, é uma farsa mesmo!

Vivemos a era da Inteligência artificial, da revolução digital, dos algoritmos, da tecnologia descontrolada, ou controlada por alguns milhares que detêm o conhecimento – e conhecimento é Poder! Esse “Admirável (abominável) mundo novo”, fascinante, maravilhoso, deslumbrante e enriquecedor para poucos, é uma espécie de desgraça para um contingente enorme de pessoas e países. Assim, a humanidade enfrenta essa marcha tecnológica irrefreável aplaudida por todos, de revolução digital, mas que leva em seu bojo uma carga destrutiva terrível, semelhantes a muitas outras que já enfrentamos no passado.

Vivemos a era da calúnia e da mentira, da empulhação, de crise das democracias, que os filósofos chamam de era da “Pós-verdade”. O ser humano permanece  um ser decaído, de que fala o cristianismo. O mesmo ser que Shakespeare descreveu em Hamlet.Disse ele ”Que obra  prima é o homem!  Como é nobre pela razão! Como é infinito em faculdades, em forma e movimento, como é expressivo e maravilhoso! Nas ações, como se parece com um anjo! Na inteligência, como se parece com um Deus! A maravilha do mundo! Protótipo dos animais! Mesmo assim, o homem não me deleita”. Pois é, estou com Hamlet: o homem, no momento, não me deleita! Talvez por isso os homens lutem tanto pela chamada inteligência artificial: pelos robôs! Talvez, quem saiba os robôs sejam bem melhores que os pistoleiros digitais e seus patrões! Que venham os robôs! Escolha terrível, não é mesmo?

Feliz Natal! Próspero Ano Novo!

No Ritmo do Algoritmo

A humanidade está vivendo – ou ‘dançando’– sob o ritmo do Algoritmo. É o algoritmo – no Vale do Silício – que dá o ritmo das nossas vidas nos subterrâneos do mundo virtual, das Redes sociais, as grandes produtoras de calúnias. São manipulações e mentiras oriundas da esgotosfera, o mundo dos hackers  –  os pistoleiros do século XXI –, os atores principais desse lamentável espetáculo que a humanidade está vivendo! Dessa nova era em que a mentira é a grande catalisadora. Uma era que começou no fim do século XX, mas que ainda não tem um nome! Vamos ver como é que os historiadores vão denominá-la no futuro! Um futuro bem próximo, já que as transformações são tão rápidas e violentas, que está cada vez mais difícil prever o que irá a acontecer daqui a quatro ou cinco anos, por mais que se tente especular!

Bertrand Russel, o eminente filósofo e matemático britânico – e terrivelmente polêmico e contraditório –, já dizia em seu livro, A História do Pensamento Ocidental, do final dos anos 50, que “O homem não tem como acompanhar os avanços da tecnologia. Por mais que ele tente, ela sempre andará à frente dele”. Isso foi escrito há mais de sessenta anos. Russel estava certíssimo! A tecnologia nos deu muito, constrói muito, mas desnorteou o ser humano. Hoje só se fala em inteligência artificial e seu poder avassalador, e mais, o que isso está fazendo nas relações sociais e de trabalho. Algo meio parecido com o que aconteceu nos séculos XVIII e XIX com a Revolução Industrial, na Inglaterra, que desempregou milhões de operários nas tecelagens, obrigando os trabalhadores a quebrarem as máquinas para não perderem o emprego. Hoje, só se festeja! Como tudo vem dos EUA, Coréia do Sul, Japão e alguns países da Europa, o restante das nações vão a reboque de tudo isso. A tecnologia digital emprega trabalhadores num lugar e desemprega milhões em outros. Os países menos desenvolvidos sofrem brutalmente com esses choques.

Em que acabará tudo isso? A China cresce num ritmo alucinante, engolindo tudo, e ameaça a hegemonia do Ocidente, dos EUA, em particular. Estamos vivendo num mundo confuso, em que as pessoas não estão conseguindo captar tantas transformações em suas vidas. O Smartfone tornou-se um apêndice do ser humano, um “Bombril de mil e uma utilidades”, tantos são os seus recursos, e ao mesmo tempo uma espécie de “carteira de cigarros”, um maço de vícios que nos transforma, em alguns momentos, em meros dependentes químicos. Embora o Smartfone, aqui no Brasil chamado de Celular, tenha barateado e facilitado ligações e conexão rápida com o mundo todo, ele também deixou as pessoas mais ansiosas, angustiadas e viciadas. Ninguém consegue se libertar dos aparelhinhos que transformaram nossa vida num inferno.

A privacidade acabou! Todo mundo está vigiado, grampeado. O assustador mundo que Aldous Huxley previu nos anos 30, com seu livro Admirável Mundo Novo parece ter chegado. Futuristas, os homens do algoritmo dizem que “A singularidade está próxima”. Que em 2045, os computadores terão ultrapassado os seres humanos em inteligência, que a inteligência artificial superou a inteligência racional, humana. Fomos superados pelas máquinas. Eles chegam a dizer que “A morte é uma mera questão técnica” que pode ser vencida – vide o best seller de Yuval Harari , Sapiens, págs 280 a 288. Não acredito nisso, e acho a análise patética, ridícula, criminosa, para dizer o mínimo, no entanto o livro é aplaudido por milhões de pessoas, entre eles Mark Zuckerberg, Bill Gates e Barack Obama.

Quem achar que não estamos vivendo uma época confusa, de autodestruição, em que guerras cruéis são travadas em espaços virtuais, está fora da realidade! O Brasil foi, e é, uma das maiores vítimas dessa novidade magnífica e aterradora. As recentes eleições presidenciais nos legaram um governo medíocre, odiento e destrutivo! O algoritmo nos presenteou com uma “cambada” de homens públicos despreparados, pessoas sem conhecimento da realidade da sociedade brasileira. O uso das novas tecnologias da informação permitiram que farsantes se comunicassem com uma legião de imbecis, analfabetos funcionais e ingênuos, que os colocaram no poder! Jair Bolsonaro flerta com o caos, produzindo agressões diárias! O preço está sendo alto demais, e a nação está “em parafuso”. Muito embora, a sem-vergonhice venha de longe, já que o poder  Judiciário não funciona nas estâncias superiores. O Supremo Tribunal Federal tornou-se um tribunal político onde Direito e Constituição não contam! A maioria dos membros do STF está pouco preocupada com as leis e em fazer justiça, o objetivo é manter o “status quo”, ou seja, permitir que a corrupção seja a regra no país, e vigore a política de celas vazias para ladrões engravatados. Há um pacto com os políticos corruptos para que o Brasil continue sendo um dos países mais injustos do mundo!

Quero informar que a sentença Admirável Mundo Novo pertence a Shakespeare. Está em A Tempestade, escrita em 1612, peça ambientada em uma ilha totalmente isolada, em que uma jovem, ao entrar em contato com marinheiros desconhecidos, vislumbra uma nova sociedade. Quatrocentos anos depois, o que estamos vendo é um mundo diferente, complicado e confuso, um daqueles pavorosos períodos que aparecem em ondas de tempos em tempos e flagelam nossa existência! O admirável mundo do Algoritmo não nos faz mais felizes! Diria que seu controle está nas mãos de muitos poucos, e esse muitos poucos parecem não querer um mundo melhor. Ou se querem, não conseguem controlar o seu poder! É isso que me parece!